"Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará." Sl37: 4-5















sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Minha filha e a escola

Vcs acompanharam todo o meu estresse na semana passada por conta das dentadas que minha filha estava dando por aí. Como relatei a vcs, eu e meu marido a colocamos de castigo, tiramos o Ipad dela, mas, acima de tudo, oramos muito, conversamos e temos conversado todos os dias. 
Logo na segunda, ainda com o trauma do que tinha acontecido no aniversário do sábado, eu fui a escola, conversei com a professora e com a psicóloga e ficou acertado de que haveria um maior empenho de todas as partes pra ajudar na adaptação da minha pequena na escola. Como todas nós ainda estávamos com medo de que minha filha mordesse novamente, eu fui obrigada a ir a escola pra acompanhá-la de perto, mas avisei a professora, meio que pedindo permissão, de que na quarta eu teria que sair pra minha primeira aula de zumba; ela me olhou com uma cara de "ai meu Deus!!!", mas concordou que eu deveria ir.
Eu fui pra aula de dança um pouco receosa do que poderia acontecer se eu não estivesse por perto, confesso que até fiquei imaginando as dentadas que minha filha daria rsrsrsrsrsr... mas tive que ir, afinal, já tava tudo pago. Graças ao meu bom Deus, tudo transcorreu normalmente, e a professora ficou tão animada que me dispensou mais uma vez na quinta por 1 hora e meia, e hoje, sexta, pude sair novamente pra aula de zumba sem nenhum aborrecimento. 
A professora me disse que às vezes ainda rola alguns empurrõezinhos, mas nada de sério. Ela já me liberou na segunda, disse que eu só preciso aparecer na hora da saída... estamos progredindo!!! rsrsrsrsr... com paciência a gente chega lá, vcs vão ver rsrsrsrrs...
Vcs querem saber como foi a aula de zumba hoje??? Mais difícil do que a primeira, acho que pq meu corpo ainda tava sentindo os efeitos da primeira aula rsrsrsrsr... 
Hoje a sala tinha menos chinesas e mais nacionalidades variadas. Pude ver algumas canadenses bem desengonçadas como eu rsrsrsrsrs... é tão bom saber que eu não sou a única que caiu na zumba de para-quedas rsrsrsrsrsrs... mas o que eu não me conformo é quando eu vejo as idosas acima de 70 anos botando pra quebrar, sem perder o fôlego, enquanto eu estou caindo pelas tabelas de cansaço... horrível!!! rsrsrsrsrs...
Eu fico no final da sala pra vergonha ser menor, no final mesmo, tipo escondida rsrsrsrsrsr... mas, ainda assim, eu vejo a professora me olhando pelo espelho como se dissesse: Vamos, mexe!!! rsrsrsrrs... 
Onde eu fui amarrar o meu jegue, hein???
Por hoje é só.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mais sobre a vida aqui em Vancouver

Amigos blogueiros, como eu não tenho nenhuma novidade pra contar, resolvi compartilhar com vcs algumas banalidades do dia a dia aqui.
Tem uma coisa que eu acho interessante: quase todos os mercados, se não todos, têm seus próprios cartões  de fidelidade ou desconto. Nem sempre funcionam, como o do Safeway, mas na esperança eu acabo fazendo todos os que me oferecem rsrsrsrsrs... minha carteira já está cheia, tenho de diversos supermercados, de farmácia, de posto de gasolina, enfim...
O Superstore, que eu considero o mercado mais barato daqui até agora, não tem um cartão próprio, mas, em compensação, ele faz pontuação através do cartão de crédito Master Card do President's Choice. Este cartão é oferecido a qualquer pessoa nas lojas do Superstore, mesmo sem crédito, e é ótimo pra quem está chegando. No começo o limite é baixo, coisa de 400-500 dólares, mas, com o tempo, pode aumentar.
O President's Choice - PC - é uma marca super conhecida aqui, é comum vc encontrar produtos, dos mais variados com essa marca. São tantos produtos que, quando eu cheguei, fiquei intrigada como que biscoitos e edredons tinham a mesma marca, e passei a observar que o PC estava em quase todas as etiquetas. O President's Choice é geralmente mais barato, porém, não fica devendo nada na qualidade.
Mas uma boa notícia pra quem precisa economizar é que vc pode encontrar quase todo tipo de comida sem marca, ou seja, no lugar da marca vem uma faixa amarela dizendo que o produto é "no brand", e sai alguns centavos mais em conta do que os comuns.
Outra coisa é a opção de comprar a granel; os mercados têm alas com uma grande variedade de produtos, vai de macarrão a balinhas, ou de farinha a castanhas, enfim... O lado bom é que vc coloca a quantidade que realmente vai usar no saquinho e evita o desperdício e o gasto desnecessário; o lado ruim é que vc não sabe a validade, e aqui, às vezes, se vendem coisas vencidas.
Mas não façam como eu, que cheguei no caixa pra pagar cheia de sacolinhas a granel sem ter marcado o número do produto em cada uma delas... eu não sabia!!! Dei um trabalhão pra pessoa que estava me atendendo e o pessoal da fila me olhava com cada cara!!! Acabei passando a maior vergonha!!! mas aprendi rsrsrsrsrsrrs...
Mudando de assunto, eu tenho uma novidade pra quem quer perder peso: ontem eu estava lendo as notícias na net e acabei achando uma matéria muito interessante sobre um macarrão japonês que inibe o apetite e está sendo uma febre nas dietas. Como eu moro no lugar mais oriental de Vancouver, saí hoje mesmo com uma amiga pra procurar o tal macarrão, e não é que achamos sem dificuldade nenhuma???Segue o link da matéria e a foto do que compramos.  http://saude.ig.com.br/alimentacao/massa-com-apenas-10-calorias-vira-nova-febre-da-dieta/n1597563908394.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pra quem está reclamando da vida...

Eu gostaria de indicar um link que eu acabei de ler e que mexeu comigo profundamente. É uma matéria que relata o que os pais gregos estão fazendo com os seus filhos diante da crise que o país está enfrentando.
Eu sei que este blog é pra relatar a minha perspectiva em relação a Vancouver, e a Grécia não tem nada haver com isso, porém, eu não consigo ser indiferente ao que essas famílias estão passando. A crise que está afetando a Europa é a mesma que continua afetando muitos amigos meus nos EUA. Hoje eu estou aqui no Canadá e, graças a Deus, meu marido está trabalhando e não tem nos faltado nada, mas ninguém sabe o dia de amanhã, nem em relação a nós aqui ou, até mesmo, aos nossos familiares e amigos no Brasil. O que está acontecendo na Grécia podia estar acontecendo no Canadá ou em qualquer outro lugar do mundo, nem um de nós está imune, portanto, hoje, depois que vcs lerem essa matéria, coloquem as famílias gregas em suas orações ou, pelo menos, lembrem delas antes de reclamarem da vida.
Segue o link: http://economia.ig.com.br/criseeconomica/crise-faz-pais-abandonarem-filhos-na-grecia/n1597566041414.html
Eu também gostaria de pedir oração pra um homem de Deus, um Pastor amigo meu que foi atropelado no RJ e está em uma situação crítica; segundo os médicos, só um milagre. Ainda bem que eu conheço quem pode fazer milagres rsrsrsrrsrs... Eu acredito que as orações podem mudar essa situação.
Em um mundo em que muitos picaretas se dizem Pastores pra encherem os seus bolsos com os dízimos e ofertas de pessoas simples e humildes, eu posso dizer que esse Pastor, até onde eu conheci, pagava pra ser Pastor. Ele é um homem sincero, de muita oração, amigo, trabalhador, uma pessoa que quem conhece não quer sair de perto.
Por favor, orem por ele e por sua família.
O atropelador fugiu e, como na maioria dos casos no Brasil, provavelmente sairá impune.
Quanto a minha prima e ao marido, a última notícia que tive é que, apesar dele ainda estar no hospital, já apresentou uma melhora considerável, inclusive, estava se alimentando. Eles ainda precisam muito das nossas orações, mas eu garanto a vcs que a mão de Deus tem estado sobre a vida dele.

Dançando em Vancouver

Quem me conhece bem sabe que eu não tenho nada haver com nenhum tipo de dança, é algo que realmente não combina comigo; e não é pq eu sou crente não, antes mesmo de ser eu já era dura e totalmente desengonçada. Minha avó, com pena de mim na adolescência, chegou a me matricular na dança, mas não mudou nada, continuei sem ritmo e sem jeito rsrsrsrsrs...
Simone do blog "O Canadá me Quer" me disse que não acreditava que eu, uma baiana, não soubesse dançar, e eu respondi que eu sou a mais canadense das baianas rsrsrsrsrs... é sério mesmo!!!
Bom, pra perder peso eu entrei, por insistência absoluta de uma amiga, numa dança latina chamada Zumba, e hoje foi o meu primeiro dia de aula. Eu não tinha como não contar pra vcs, né??? rsrsrsrsr...
Gente, só pra vcs terem uma ideia de como foi, depois dos primeiros 3 minutos de aula, eu já estava com a língua no pescoço e pensando comigo: Ai, meu Deus, isto não vai dar certo!!! acho que eu não vou até o fim não... 1 hora de aula, naquele momento, me pareceu uma eternidade, e tome-lhe água pra dentro.
Comecei a observar nas pessoas da turma e percebi que as chinesas estavam me dando um banho de gingado, sem falar que as de 70 e 80 anos dançavam tranquilamente enquanto eu e minha amiga estávamos quase morrendo rsrsrsrsr... O meu consolo foi uma gordinha do meu lado que conseguiu ser pior do que eu, ela foi uma completa negação!!! mas mereceu todo o meu respeito pela coragem rsrsrsrsrs...
Mas ninguém pode dizer que eu não sou uma pessoa persistente; mesmo cansada, com as pernas cambaleando, eu me olhava no espelho, via a minha silhueta fora das medidas e, numa demonstração de força de vontade, eu tomava fôlego pra insistir nos passos. É verdade que às vezes a turma ia pra direita e eu pra esquerda, eles subiam e eu descia, mas eu fui levando; enrolei um pouquinho quando as pernas já não me obedeciam, mas fui até o final da aula... Eu consegui fazer 1 hora de aula, dá pra acreditar??? Iuhuuuuuuuu!!!! Viva pra mim!!!! rsrsrssrsr...
Em determinado momento da aula, a minha amiga me disse que em pouco tempo nós poderemos dançar com o meu cunhado, que é dançarino profissional, e o engraçado é que, enquanto eu dançava, eu só pensava nele e na minha irmã rindo da minha cara e dando palavras de ordem, como: Vamos, Renata!!! pula, vira!!! Isto aqui não é pra ficar parada não!!! rsrsrsrsrs... Eles tem bateria duracel enquanto a minha... vcs já perceberam, né??? Meu lema é: devagar a gente chega lá kkkkkkkkkkk...
Mas só pra deixar bem claro aqui, não é pq eu estou fazendo zumba que eu sou do tipo de crente que não vê problema em nada, que apoia ecumenismo e etc... não, não, não!!! eu sou bem tradicional e pretendo continuar sendo, porém, eu sei quem eu sou, no que eu acredito e quem represento, portanto, digo como Paulo em Rm 14:14 "Eu sei e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser por aquele que a tem por imunda." e Rm14:22 "Tens tu fé? tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova."

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O que a gente não faz pelos filhos???

Hoje, mais uma vez, eu fiquei na escola acompanhando minha filha. Logo no começo da aula eu percebi que ela estava sendo esnobada por duas coleguinhas, e eu não me contive, chamei-a no canto e dei uma de criança: vamos deixar essas bobas aí e vamos brincar juntas, eu e vc... Ai, gente, eu sei que eu deveria ter me contido, mas é horrível a gente ver o nosso filho sendo desprezado.
Pois bem, ela veio e nós começamos a pintar, como estava sem graça, e eu percebi que ela não parava de olhar para as outras crianças, eu tive a ideia de fazer um prédio pra colocá-la dentro, e foi uma ótima ideia!!! logo as duas coleguinhas se aproximaram querendo pegar alguns tijolos da nossa obra e a professora, percebendo tudo, não deixou e disse que se elas quisessem teriam que brincar com a gente, e foi aí que as coisas começaram a fluir; todas começaram a brincar juntas. Nesta hora a professora me chamou de lado e me deu um puxão de orelha educadamente rsrsrsrsr... ela me disse que eu só devo me meter nas brincadeiras ou entre as crianças se eu perceber que vai ter algum atrito, mas que eu não devo querer proteger minha filha pq, caso contrário, ela nunca vai saber como agir. Ela também fez questão de enfatizar que nessa idade as crianças não ficam remoendo o que aconteceu ontem e, muito menos, semana passada, portanto, independente dos atritos, elas acabam ficando bem... Toma Renata!!!
Mas eu sou mãe, né??? e mãe é mãe rsrsrsrsrss... eu não quero ver minha filhota sofrendo, então, eu fiquei pensando em como eu ajudá-la sem ser muito entrometida. Eu percebi que uma das menininhas estava com as unhas pintadas e com adesivos e, como uma forma de enturmá-las, eu pensei em levar alguns adesivos pra fazer uma sessão de beleza na sala, mas a professora cortou o meu barato dizendo que não podia, a escola não permite. De qualquer forma eu comprei os adesivos, coloquei nas unhas de minha filha - que amou!!! - e separei alguns pra dar para as coleguinhas levarem pra casa. Vamos ver se isto vai ajudar de alguma forma, eu estou torcendo que sim.
Mudando de assunto, uma coisa interessante hoje foi o primeiro treinamento de earthquake que minha filha participou na escola... Isto mesmo, aqui tem terremoto de vez em quando; é verdade que os terremotos não são constantes e nem de grandes proporções, mas nunca é demais estar preparado.
O treinamento é basicamente assim: o alarme toca, as crianças vestem os casacos e entram debaixo das mesas com a cabeça coberta e ficam contando de 1 a 50, eu acho. Depois, todos saem organizadamente pro lado de fora. Tem 2 mochilas com kits de sobrevivência sempre prontas na sala e na hora do alarme a professora as pega pra tê-las ao alcance. 
Eu percebi que as crianças já conheciam todo o procedimento, os únicos que não sabiam o que fazer eram a minha filha e mais um coleguinha novo. Eles ficaram um pouco assustados, mas depois levaram como uma grande brincadeira.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Adaptação da minha filha II

Bom gente, como eu havia comentado com vcs, hoje eu fui a escola disposta a resolver ou, pelo menos, tentar resolver, a situação de minha filha.
Logo que cheguei conversei com a professora sobre tudo o que tinha acontecido no final de semana, expliquei que eu e meu marido conversamos muito com a nossa filha, que a colocamos de castigo, que tiramos dela os brinquedos mais queridos, enfim, que estávamos fazendo a nossa parte, porém, que eu não tinha como garantir que ela não voltaria a morder. Falei até que eu estava contando uma história antes dela dormir sobre uma menina que mudou de país e blá, blá, blá... A professora disse que eu estava sendo brilhante, que a adaptação leva tempo mesmo e que era preciso que eu tivesse paciência.
No final da aula tive uma conversa com a psicóloga da escola, a counselor, e aí sim eu senti firmeza. Contei pra ela tudo o que passamos em 2011, expliquei a dificuldade de minha filha em se adaptar aqui, como eu e meu marido estávamos lidando com a situação e acabei ouvindo o que eu precisava pra me tranquilizar.
Segundo a psicóloga, minha filha está agindo "normalmente" pra situação, ela quer atenção e controle, e eu, mais do que ninguém, tenho que colocar limites. Minha filha foi descrita como uma criança de temperamento forte, que sabe o que quer e que precisa de pais que a eduquem com autoridade. 
A psicóloga não aconselha que eu a tire da escola ou diminua o número de dias pq, segundo ela, isto só atrasaria o processo de adaptação e o que mais ela precisa agora é de rotina, pra se sentir segura e aprender o idioma mais rapidamente.
Ficou combinado de termos uma reunião, eu, a counselor e as 2 professoras pra definirmos como todas nós agiremos em relação a minha filha... achei ótimo!!!
Quando eu estava procurando preschool pra minha filha, eu orei pedindo o direcionamento de Deus pq eu não estava achando nada parecido com o que eu queria pra minha filha. Um dia, por acaso, eu conheci a escola dos filhos de uma amiga e, mesmo sem condições de pagar os $450 mensais, eu fiz a aplicação. Eu disse comigo mesma: se for da vontade de Deus vai dar certo e eu não vou precisar pagar nada, se não for... Pois bem, deu certo e eu não precisei pagar 1 centavo. Mesmo sendo uma escola judaica, e eu cristã, eu senti que foi o lugar que Deus escolheu pra minha filha, não me perguntem o pq. Mas eu confesso que depois das dentadas eu fiquei em dúvida, e ontem, enquanto eu e meu marido orávamos, eu falei om o Senhor pra Ele me dar uma confirmação em relação a escola pq eu estava angustiada com toda aquela situação; eu estava até cogitando em tirá-la de lá. Mas hoje, enquanto eu conversava com a psicóloga, eu senti uma paz no meu coração, uma paz que só Deus dá, e eu tive certeza de que minha filha estava no lugar certo pra ela. É uma escola pequena onde ela terá chance de ser assistida bem de perto.
Agora eu preciso dar tempo ao tempo, ter paciência e esperar as coisas se ajeitarem.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Quem vem com filhos...

Pode se preparar!!! Eu sei que cada caso é um caso e que cada criança reage de um jeito, mas eu acredito que somente uma minoria se adapte om facilidade.
Depois da dentada, eu e meu esposo decidimos colocar a nossa filha de castigo, mas antes conversamos muuuuuito com ela, fizemos de tudo pra que ela entendesse o quão grave tinha sido o que ela tinha feito. Ela demonstrou entender, disse que não faria mais, porém, nós tomamos alguns brinquedos dela, e o que ela mais gosta, o Ipad, pra que ela soubesse que todo erro tem consequências.
Mesmo sem merecer, mas como uma forma de incentivar a socialização dela com os coleguinhas, eu a levei pra um aniversário ontem... pra quê??? Gente, passei a maior vergonha!!! A festinha foi numa academia de ginástica olímpica. Estava tudo indo bem, eu estava acompanhando bem de perto, mas, na hora que acabou a parte de recreação e as crianças foram lavar as mãos, pra cantar os parabéns e comer, eu perdi minha filha de vista. De repente, eu vi todas as crianças sentando na mesa e não vi a minha - mas até aí eu não estava desconfiando de nada - quando me apareceu uma das instrutoras com ela pelas mãos e me chamou a parte - gelei!!! - e lá veio a bomba: Sua filha mordeu uma criança e foi uma mordida profunda... Nossa, eu não sabia onde colocar a minha cara!!! Dali mesmo eu a peguei, pedi desculpas pra mãe da menina, que estava com um gelo de todo tamanho no braço e aos prantos, e fui embora. 
E o pior, tudo isto aconteceu segundos depois de eu pedir desculpas a mãe da menina que ela tinha mordido na escola. A mãe fez questão de me mostrar o hematoma roxo no braço da filhinha dela, enquanto eu me sentia totalmente sem graça... horrível!!!
Minha filha saiu da festa aos prantos pq queria ficar, e eu saí arrasada, triste, desolada, enfim, péssima!!!
Ao chegar em casa foram mais algumas horas de conversa e mais conversa, mas eu decidi que se ela não melhorar eu vou procurar a orientação de um médico, de um psicólogo, sei lá!!! 
Eu tenho lido muito sobre o assunto e, segundo os psicólogos e educadores, crianças que mordem na faixa dos 2-3 anos, não estão sabendo lidar com suas emoções, suas frustrações e reagem com agressividade. É um sinal de imaturidade e sofrimento.
Eu fico pensando que se ela está sofrendo tanto assim com a mudança pra cá, mesmo me tendo ao lado 24 hrs, pq eu não estou trabalhando justamente pra ficar com ela neste primeiro momento, eu não sei como seria se ela tivesse uma mãe que a deixasse num daycare logo de cara.
Então, mães, venham preparadas pra tudo, pq confesso a vcs que eu fui pega de surpresa com estas dificuldades de adaptação; eu juro que achava que, por ela ser novinha, só 3 anos, ela se adaptaria com mais facilidade e que não sentiria tanto.